
“Homo demens”
“Penso, logo existo”. A máxima cartesiana é deveras debilitada! Como podemos salvaguardar a racionalidade desse pensamento enquanto Judeus e Palestinos se explodem –literalmente- na faixa de Gaza? Se o homem é capaz de ceifar milhares de vidas em Nagazaki e Hiroshima? Na verdade, o racionalismo apregoado por Descartes é extremamente maniqueísta! O mesmo cenário que contempla entusiasmadamente a descoberta de curas na Medicina é o mesmo que observa atonitamente a tentativa de (re) criação do universo.
Nesse sentido, o homem é extremamente dicotômico. E na selva de pedras capitalista ele é cada vez mais demente. O grande capital estabelece a sua seleção artificial! Os mais aptos sobreviverão aos mandos do Sistema do Dragão. Desse modo, o homem regressa incessantemente ao estado hobessiano, em que ele é o lobo dele mesmo. A sapiência humana que tivera grande ressonância ao longo da história sofre uma inversão vetorial: aquele homo (outrora) sapiens, oxigenado por um demoníaco sistema passa a ser demens como sinaliza Leonardo Boff.
No Coliseu pós-moderno, as obsoletas espadas são substituídas pelos mísseis “inteligentes” de Israel. Nesse contexto, o homem contemporâneo (movido pela máquina infernal) trava quotidianamente sangrentas batalhas: seja pela ganância personificada no expansionismo israelense; ou simplesmente pelo fato de alguém ser nordestino. Enquanto isso ocorre... A população mundial agoniza, padece na esperança por dias menos doloridos...
Palavras como altruísmo, alteridade se perderam no ostracismo do egoísmo humano. Símbolos como Sócrates, Aristóteles estão cada vez mais raro de se encontrar em uma sociedade egocêntrica, que não se preocupa com outrem, a única preocupação que permeia suas vidas é manutenção perene de seus umbigos. O coletivismo marxista não tem vez na logística do grande capital. Desse modo, os senhores do poder ressuscitam Hamurabi e seu sepultado Talião.
Da atitude diabólica de Israel... Crianças são mutiladas! Prédios são destruídos! Uma nação inteira morre junto... E com ela a esperança se esvai de forma galopante! A quem recorrer? Tudo é em nome de Deus! Mas qual Deus? O mesmo que habita a bíblia judaica? Não, definitivamente! O deus que coordena esses ataques incongruentes é o deus-mercado, expansionista... Demoníaco!
Na terra que (em tese) jorraria leite e mel, lança rios de sangues. Atônitos e inertes presenciamos a tudo com um sofrimento inenarrável. A sociedade hodierna oxigenada por um individualismo exacerbado aniquila-se paulatinamente. A incongruência humana permeia a história há muito tempo. Exemplo por excelência tem na carnificina parida por Hitler e seu ideal de raça superior. Naquela oportunidade o algoz de Israel foi Adolfo Hitler... E na “Roda Viva” decantada por Chico Buarque os papeis se inverteram: o povo (outrora) massacrado passa a destruir uma nação!
Israel capitaneado por um sentimento egótico lança todo o seu ódio sobre a sofrida Palestina. O cenário é caótico! Escombros e corpos degradados compõem o cenário árabe... Embora, um pretexto utilizado de que os ataques são retaliações ao grupo terrorista da Palestina – Hamas-, nesse contexto, uma pergunta se faz pertinente? Quem é mais terrorista? O grupo fundamentalista que atinge exclusivamente militar? Ou o escroto governo de Israel que ceifa diariamente vidas de dezenas de inocentes civis?
Em Romaria, assim como fizera Jesus no poema de Drummond, ansiamos por dias de mais sensibilidade. Esperamos que haja de forma efetiva o consenso mínimo entre as nações. Nessa busca incansável por uma paz planetária esperamos que essa dicotomia que rege o homem pós-moderno o bem se sobreponha ao mal. Quiçá, essa seja a única forma de estabelecermos o equilíbrio e, sobretudo, evitar tanta mortandade.
“Penso, logo existo”. A máxima cartesiana é deveras debilitada! Como podemos salvaguardar a racionalidade desse pensamento enquanto Judeus e Palestinos se explodem –literalmente- na faixa de Gaza? Se o homem é capaz de ceifar milhares de vidas em Nagazaki e Hiroshima? Na verdade, o racionalismo apregoado por Descartes é extremamente maniqueísta! O mesmo cenário que contempla entusiasmadamente a descoberta de curas na Medicina é o mesmo que observa atonitamente a tentativa de (re) criação do universo.
Nesse sentido, o homem é extremamente dicotômico. E na selva de pedras capitalista ele é cada vez mais demente. O grande capital estabelece a sua seleção artificial! Os mais aptos sobreviverão aos mandos do Sistema do Dragão. Desse modo, o homem regressa incessantemente ao estado hobessiano, em que ele é o lobo dele mesmo. A sapiência humana que tivera grande ressonância ao longo da história sofre uma inversão vetorial: aquele homo (outrora) sapiens, oxigenado por um demoníaco sistema passa a ser demens como sinaliza Leonardo Boff.
No Coliseu pós-moderno, as obsoletas espadas são substituídas pelos mísseis “inteligentes” de Israel. Nesse contexto, o homem contemporâneo (movido pela máquina infernal) trava quotidianamente sangrentas batalhas: seja pela ganância personificada no expansionismo israelense; ou simplesmente pelo fato de alguém ser nordestino. Enquanto isso ocorre... A população mundial agoniza, padece na esperança por dias menos doloridos...
Palavras como altruísmo, alteridade se perderam no ostracismo do egoísmo humano. Símbolos como Sócrates, Aristóteles estão cada vez mais raro de se encontrar em uma sociedade egocêntrica, que não se preocupa com outrem, a única preocupação que permeia suas vidas é manutenção perene de seus umbigos. O coletivismo marxista não tem vez na logística do grande capital. Desse modo, os senhores do poder ressuscitam Hamurabi e seu sepultado Talião.
Da atitude diabólica de Israel... Crianças são mutiladas! Prédios são destruídos! Uma nação inteira morre junto... E com ela a esperança se esvai de forma galopante! A quem recorrer? Tudo é em nome de Deus! Mas qual Deus? O mesmo que habita a bíblia judaica? Não, definitivamente! O deus que coordena esses ataques incongruentes é o deus-mercado, expansionista... Demoníaco!
Na terra que (em tese) jorraria leite e mel, lança rios de sangues. Atônitos e inertes presenciamos a tudo com um sofrimento inenarrável. A sociedade hodierna oxigenada por um individualismo exacerbado aniquila-se paulatinamente. A incongruência humana permeia a história há muito tempo. Exemplo por excelência tem na carnificina parida por Hitler e seu ideal de raça superior. Naquela oportunidade o algoz de Israel foi Adolfo Hitler... E na “Roda Viva” decantada por Chico Buarque os papeis se inverteram: o povo (outrora) massacrado passa a destruir uma nação!
Israel capitaneado por um sentimento egótico lança todo o seu ódio sobre a sofrida Palestina. O cenário é caótico! Escombros e corpos degradados compõem o cenário árabe... Embora, um pretexto utilizado de que os ataques são retaliações ao grupo terrorista da Palestina – Hamas-, nesse contexto, uma pergunta se faz pertinente? Quem é mais terrorista? O grupo fundamentalista que atinge exclusivamente militar? Ou o escroto governo de Israel que ceifa diariamente vidas de dezenas de inocentes civis?
Em Romaria, assim como fizera Jesus no poema de Drummond, ansiamos por dias de mais sensibilidade. Esperamos que haja de forma efetiva o consenso mínimo entre as nações. Nessa busca incansável por uma paz planetária esperamos que essa dicotomia que rege o homem pós-moderno o bem se sobreponha ao mal. Quiçá, essa seja a única forma de estabelecermos o equilíbrio e, sobretudo, evitar tanta mortandade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário