terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A CONSTRUÇÃO DE UMA CANAÃ GLOBAL

Às raias de celebrarmos mais um novo ano, vários questionamentos se fazem presente! O que iremos festejar? A fome? A pobreza? As desigualdades sociais? Ou o esfacelamento de Judeus e Palestinos?

Infelizmente o cenário é caótico. Um triste labirinto mitológico é estabelecido na pós-modernidade. Não visualizo saída, em todo lugar vejo um feroz minotauro devastando nossas esperanças. Longe de querer ser um profeta do caos, sou mais um entre milhares de pessoas que anseiam por um mundo mais sensível. Diferentemente do mundo sensível aristotélico torço para que a sensibilidade não se reduza ao plano das idéias, o mundo precisa da benevolência humana.

A “práxis das cousas” que nunca habitou de forma efetiva o solo planetário precisam se apresentar urgentemente. Chega de discursos evasivos! A Gaia precisa de ações! Teoria e prática devem caminhar pari passo... As idéias para solucionarem as problemáticas são várias, entretanto, a consubstanciação delas está muito distante de nossos olhares fúnebres... Por exemplo, a fome que ceifa milhares de vidas na “África negra”. Existem vários projetos para resolverem à celeuma, no entanto, a imagem que temos é de corpos degradados, mortes indiscriminadas, crianças e seus corpos caquéticos.

Enquanto essas pessoas enfrentam uma nova seleção darwinista, os líderes políticos que seriam os responsáveis pela reversão do quadro, estão preocupados apenas com a manutenção de seus próprios umbigos. Nessa selva que não é de pedra, o soberano (o povo), sofre, padece, agoniza... No entanto, a culpa não é exclusiva desses traidores de pátrias! O trabalho para a metamorfose global perpassa por todas as esferas sociais.

Parece um “eco utópico”, mas não é esse triste cenário só pode ser revertido através de uma “protocooperação generalizada”!A minha volúpia é para que o homem deixe de ser lama, (res) gate, a sua dignidade, não podemos digerir o expediente do (des) caso, da humilhação. Metaforicamente falando, a sociedade não pode ser um cão sem plumas.

É preciso retroalimentar a esperança, difundir sonhos – verdadeiros sonhos -, a chaga da pobreza, da fome, da intolerância só serão eliminadas do contexto planetário no momento em que houver sensibilidade entre as pessoas, no instante em que os ensinamentos de Jesus forem respeitados, ao passo que exista um consenso mínimo entre os humanos.

Desse modo, aí sim, poderemos celebrar... Festejar a eliminação da fome que tanto mata pelo mundo, festejar a igualdade entre riquezas, que diminuirá, por conseguinte, as desigualdades sociais. O asco entre Judeus e Palestinos minimizará, então o consenso mínimo idealizado por Leonardo Boff se consubstanciará. Então enfim comemoraremos... E presenciaremos a construção definitiva da Canaã global.

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