
A teia do medo
A culpa sempre é atribuída aos homens do camburão. Mas será que o coma brasileiro tem uma única raiz? Certamente, não! Reduzir o caráter caquético do Estado nacional ao pormenor – policia militar – é minimizar a culpa dos principais responsáveis, os políticos corruptos.
Na logística “verde e amarela”, existem heróis e vilões. “Numa cidade muito longe daqui”, música cantada por Marcelo D2 e Leandro Sapucahy traduz com alguma sorte o cenário brasileiro: “homens da lei viram bandidos, homens bons viram homens maus.” Nesse contexto, policiais com seus péssimos salários se deixam corromper pelas nuances ilegais do Estado paralelo.
No entanto, não podemos digerir esse clandestino expediente. A lisura de um homem não pode se flexibilizar por conta de expedientes ilegais. Santo Agostinho observou que os criminosos, enquanto criminosos isolados estão sob domínio da ordem. Mas como isolar àqueles que teoricamente seriam os responsáveis pela manutenção da ordem? Mais um paradoxo do Estado brasileiro.
O “império do medo”, não é uma ação exclusiva de desertores que do alto do morro comandam laços diabólicos com, policiais corruptos. Segundo Rubem Alves, esse império é uma ação das organizações ricas, racionais, poderosas com armas modernas. Essa teia do medo conta com empresários, magistrados, e com eles, obviamente, os parteiros do medo: políticos corruptos.
No país do futebol, das orgias administrativas, do Estado de improbidade, do carnaval perene... Se já não fosse o bastante, ainda contamos com essa organização criminosa. Os responsáveis pela salvaguarda da ordem, vão à contramão dos seus papeis... E desse modo, disseminam a desordem! “Ordem e Progresso”? Belo lema positivista apregoado na bandeira nacional! Entretanto, a práxis da teoria nunca habitou o solo brasileiro...
A culpa sempre é atribuída aos homens do camburão. Mas será que o coma brasileiro tem uma única raiz? Certamente, não! Reduzir o caráter caquético do Estado nacional ao pormenor – policia militar – é minimizar a culpa dos principais responsáveis, os políticos corruptos.
Na logística “verde e amarela”, existem heróis e vilões. “Numa cidade muito longe daqui”, música cantada por Marcelo D2 e Leandro Sapucahy traduz com alguma sorte o cenário brasileiro: “homens da lei viram bandidos, homens bons viram homens maus.” Nesse contexto, policiais com seus péssimos salários se deixam corromper pelas nuances ilegais do Estado paralelo.
No entanto, não podemos digerir esse clandestino expediente. A lisura de um homem não pode se flexibilizar por conta de expedientes ilegais. Santo Agostinho observou que os criminosos, enquanto criminosos isolados estão sob domínio da ordem. Mas como isolar àqueles que teoricamente seriam os responsáveis pela manutenção da ordem? Mais um paradoxo do Estado brasileiro.
O “império do medo”, não é uma ação exclusiva de desertores que do alto do morro comandam laços diabólicos com, policiais corruptos. Segundo Rubem Alves, esse império é uma ação das organizações ricas, racionais, poderosas com armas modernas. Essa teia do medo conta com empresários, magistrados, e com eles, obviamente, os parteiros do medo: políticos corruptos.
No país do futebol, das orgias administrativas, do Estado de improbidade, do carnaval perene... Se já não fosse o bastante, ainda contamos com essa organização criminosa. Os responsáveis pela salvaguarda da ordem, vão à contramão dos seus papeis... E desse modo, disseminam a desordem! “Ordem e Progresso”? Belo lema positivista apregoado na bandeira nacional! Entretanto, a práxis da teoria nunca habitou o solo brasileiro...
2 comentários:
Ei Bruno, bem legal a idéia do blog, adorei o texto.
Vejo que você terá muito sucesso nessa arte que é a sua profissão.
:)
Lauriane
Há, dá um toque sempre que tiver texto novo.
Bj
Lauri
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